(porque todo mundo tem um)

sexta-feira, 21 de março de 2008

Godric


Frederick Buechner é um de meus autores favoritos. Uma de minhas melhores lembranças do meu tempo no Wheaton College foi quando trabalhei com o grupo de teatro, ajudando a montar o palco e cenários para quando encenaram uma peça baseada em um de seus livros. Graças a aquilo, tive a oportunidade de encontrar o Buechner e até me correspondi com ele um pouco.

Estou agora re-lendo Godric, uma das biografias ficcionalizadas de santos medievais que ele escreveu, e talvez um de seus melhores livros.

Estou escrevendo este artigo de blogue para guardar algumas citações, já que estou dando o livro depois de lê-lo. Então aqui vai, e perdoem o inglês...

What''s lost is nothing to what's found, and all the death that ever was, set next to life, would scarcely fill a cup.

...

The only treasure old men have lies buried deep in graves.

...

What's prayer? It's shooting shafts into the dark. What mark they strike, if any, who's to say? It's reaching for a hand that you cannot touch. The silence is so fathomless that prayers like plummets vanish in the sea. You beg. You whimper. You load God down with empty praise. You tell him sins that he already knows full well. You seek to change the changeless will. Yet Godric prays the way he breathes, for else his heart would wither in his breast. Prayer is the wind that fills his sail. Else waves would dash him on the rocks, or he would drift with witless tides. And sometimes, by God's grace, a prayer is heard.

...

All's lost. All's found. Farewell.

sábado, 1 de março de 2008

Adverbs - Daniel Handler

A linguagem é uma coisa mágica, e Daniel Handler é um bruxo das palavras. Ele foi o escritor da bem sucedida série de livros juvenis A Series of Unfortunate Events (usando o pseudônimo "Lemony Snickett"), mas também escreveu alguns livros de temática adulta; Adverbs é o primeiro que eu consegui achar e ler.

Adverbs consiste de uma série de contos ligeiramente interligados, cada um escrito na perspectiva de um advérbio (daí o título): "claramente", "coletivamente", etc. Um dos prazeres em ler este livro é tentar descobrir as ligações reais e imaginárias entre os contos (será que é a mesma Andréia ou outra pessoa com o mesmo nome?). No universo imaginário de Handler vale tudo, e mesmo uma língua relativamente simples como o inglês, desenvolve potencialidades infinitas.

A conexão mais forte entre os contos (e as partes onde o autor supostamente descreve a realidade de sua família) é o tema: o amor, que todos procuramos e raramente encontramos, mas que na verdade nos envolve e nos encontra, inexplicavelmente, inesperadamente, e até mesmo indesejadamente.

Maravilhoso livro, de um fabuloso autor, de quem espero ler muito mais.

Quem sou eu

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Husband of Henrieta. Driver of the White Subaru. Father of Ana, Laura, Isabella and Julinha.